quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Tempo Escasso



Encontra-se na multidão, vazio e desolação
Ódio, incompreensão, vivendo em total harmonia
Andas o coração, em busca da companhia
Sangra, sangra, torturante.

Cansado de sair à procura
Quer se encontrar, na mentira amarga do olhar
Na boca do medo escarrar, lacerar  às vísceras da ilusão
Fazendo seu "Concílio de Niceia" intrínseco 
A o perdão, mesuras da ingratidão
Sangra, sangra, torturante.

Fragrância das flores mortas
Cadáveres absortos no ácido da maldade
Vociferas, na súplica incessante de ser ouvido
Abusas da condolência de outrora
Os poetas amargos, corroídos de dor, clemência agora
Sangra, sangra, torturante.

Vida banal, ditador marginal encara o mundo infernal
Só, na cadeira elétrica da vida imperial
Os últimos suspiros, a mente se liberta
A existência findou, sombra ceifou 
Vida, vida, torturante.

—Myller Mayer

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Sam



Nas variantes do tempo, no acaso do momento
Loucuras da vida em rotação
Encontros inesperados, diversão.

Mulher bonita, sinceridade idealista
Seu sorriso conquista, risada desajeitada
Na visão evidente, amada e contente.

Sapiente, subindo o degrau do sonho
Objetivo tão atraente, o sucesso estará presente
Bióloga, o prólogo é o querer
Darwin irá te acompanhar, ensinar, inspirar
Dedicação para vencer, sabedoria para não se perder

Amigo pretendo ser, basta corresponder
A estrela cintilante do amanhã
Grandiosidade de uma Titã

Ande no fio da justiça, aniquile a preguiça
Afaste a cobiça, liberte o pensamento 
Aproveite todos os sentimentos.

Seremos profissionais, ou amadores astrais
Improvisar no palco do mundo, para não desabar
Escrevendo o roteiro da  vida, sem ninguém pressionar.

—Myller Mayer

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Mulher de Abril



És a mulher mais linda
A todos conquista, 
Garota de personalidade,
 amável, 
Exalta bondade. 

Ousadia e adrenalina,
 mente e emoção,
 tudo em ebulição. 
Amiga, idealista, 
cheia de sonhos na vida

Que o seu grito ecoe pelos paredões da sociedade, 
calando a maldade
A menina de ontem se transforma na mulher de hoje, 
Jamais desistir,
 o passado enterrar, 
para poder desfrutar

Nasceu para reluzir, 
aproveitar, 
amar e chorar
Enganos e acertos,
 anseios sem receios

Sutis
De um poeta débil 
Felicidades mil, para a flor juvenil, 
Esses versos gentis

—Myller Mayer