terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Janeiro de 98

Flor do verão
Estação mais quente
É corpo
Sensação

A mente
O jeito
Harmonia perfeita

A linha do Equador
seus encantos
O caribe no teu olhar
profundo
De misteriosos
segredos

Garimpando
a joia bruta
Que tu és
Lapidação
Mineral translúcido
Inestimável

Jazida do teu coração
Pulsante
ternura
A Paixão
emana

Brilhe no bloco
Ardente
Um turbilhão
De
Desejos

O vento
teus cabelos
Inteligência
delirante
Aroma
inebriante

No lago
dois cisnes
Um par
Figuras ímpares
Que se completam

És tantas
em uma só
Acredite em meus versos
Esculpidos a tua imagem
"Angel" de Benjamin Victor
Ao êxtase de Bernini

As leis romanas
Iustitia
O futuro
É teu

Felicidade
que nasceu
Nas asas de um beija-flor
floresceu

Liberdade
as filhas de Frida
No teu dia
E sempre


—Myller Mayer

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Serenata alquimista

Quem tu és?
Atrás do véu
De teu sorriso
Encantador
Dor?

Só marinheiros sentem
Afogados
Na melodia
inebriante

Quem és tu?
Sereia ou Deusa?
Não importa
Só quero o encanto
Dos teus olhos
com os meus

Abre-te
Em carne nua
Exposta ao sol
na batida
do carnaval

Mostra-te o âmago
Desprotegido
machucado
Tantas vezes mal tratado
Relegado

Quem tu és?
Coração e  mente
Dionísio e Afrodite
Pureza e  pecado
Amor e solidão
inquietude e compaixão

Ladeira escura
calçada de segredos
chega ao fim
a madrugada

—Myller Mayer