domingo, 22 de outubro de 2017

Insular


O externar da minha vontade
Lágrimas que escorrem na sacada
Vista tão bela.

Nas faces gélidas
Não se lembra
O que em outrora vivera
Dos abraços cálidos
Afetos verdadeiros.

A madrugada lépida
Vagam os pensamentos
Que a ninguém se mostra.

Egos, cegos
Desfilam
Narcisos.

Anjo negro
de tuas mãos inclementes
venha o suplício
(in)justo,
ao desimportante.

Na mentira de um novo amanhã
Se perde no mar
Devaneio.

Sol do resplandecer do dia
Me faz confiar
Que a luz é esperança contida,
Clemência agora.

Volta, gira e volta
Não és teu lugar
Indiferente.

Não sejas o terror de Poe
 a arma de Hemingway
Nem a solidão de Belchior.

Retorna para suas montanhas
Respire as flores
Que pulsam
Nos Campos Elísios.

Desperta, desperta !

—Myller Mayer