quarta-feira, 20 de maio de 2015

Domínio da reflexão cognitiva


  Com o inicio do 'Estado Novo" na era Vargas, pôde-se perceber a imensurável manipulação midiática das massas sociais, que se estende até os dias de hoje, com estratégias de distração, gradualidade, auto culpabilização, etc.
  
Este período ficou marcado pela censura dos movimentos culturais e artísticos veiculados na mídia, promovidos pelo DIP -Departamento de imprensa e propaganda-, ocorreu também a criação da rádio "Voz do Brasil" onde o discurso ufanista vinha seguido de um otimismo exacerbado, com o intuito de propagar e florescer a ideologia da integração nacionalista.
  
Muitos outros governos se assemelhavam com o que sucedia no Brasil, como na Itália fascista de Mussolini e a  Alemanha nazista de Hitler, e que influenciaram fortemente o populismo penal, por meio do medo e da insegurança, que eram influenciados, dramatizados e difundidos pela criminologia midiática, visando o aumento de audiência e vendas, tratando o crime como espetáculo, de forma "catastrófica", "sanguinária" e tendo o apoio popular, disseminando o neopunitivismo.  
  
Atualmente tem-se a "cultura de massa," observada nos meios de comunicação, através de mensagens, apenas com a intenção de entreter, hipnotizar, entorpecer e induzir, com uma torrente de sensacionalismo. Contendo informações que não levam o espectador a ter um olhar crítico e independente, tais como em novelas, futebol e propagandas mercadológicas, o que na "cultura de elite ou erudita"  não se vê muito, porque o conteúdo é destinado a uma população instruída, crítica e intelectualizada, que não aceita os paradigmas assim impostos por "veículos de manipulação".
  
Uma das estrategias usadas na imprensa é a "distração", retiram o foco do espectador perante algo com grande importância e o atrai a temas relevantes, há também, o convencimento acerca dos fatos por "exploração emotiva," que em síntese, operam o leitor, o telespectador, o ouvinte, a se distanciarem do raciocínio particular.
  
Segundo o pensamento do sociólogo Émile Durkheim, "O fato social é tudo o que se produz na e pela sociedade, ou ainda aquilo que interessa e afeta o grupo de alguma forma," nessa perspectiva a mídia transmuda os -fatos sociais- modificando a "coercitividade" a partir de suas inclinações, com conceitos na teoria do etiquetamento, já a "exterioridade" é refeita com o direcionamento da visão para a ignorância e a mediocridade, desta forma a "generalidade" é perdida, pois os mais afetados serão os menos estudados e informados.

—Myller Mayer

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Revolução Das Rosas


Com o passar dos anos o romantismo foi se enfraquecendo, em decorrência de vários fatores, o medo foi um dos grandes vilões dessa geração, pois fez com que quem detinha destes sentimentos amor, paixão e desejo, os guardasse para se mesmos, sufocando-os. 


Os jovens do seculo XXI não possuem referências concretas, seja de poetas, músicos e artistas de uma forma geral, consecutivamente vemos este lado romântico se tornando algo banal e muitas vezes visto como um ato estúpido, não somos os cavalheiros que abrem as portas dos carros, puxam a cadeira para a donzela se sentar, nem cumprimentamos com um beijo em sua mão, e sabem o motivo? É simples, medo, medo do que os outros amigos vão falar, pensar, medo de virar chacota no seu meio social. 



Vivemos sobre forte influência da mídia, nos fazendo acreditar que precisamos possuir a parte física e esquecermos a parte intelectual, dessa forma criamos jovens preocupados somente no transar não mais no desejo da conquista de outro ser, na busca da mulher ou do homem amado, por este e outros motivos estamos com falta de percursores do romantismo, na literatura e música. 



Mandar buquê de flores virou o auge do ser apaixonado, declaração de amor em público é o extremo da vergonha, porque na maioria das vezes quem as recebe não está preparada(o) ou não sabe como lidar com um ato tão sublime e simples, não por ser fria, mas por não estar acostumado a este amor cortês.

Tem que se entregar ao sentimento, sejamos piegas, loucos, indomados, sejamos Pierrots apaixonados que choram por suas Colombinas ou Colombinas que morrem de amores por seus Arlequins. 


Não se morre de amor, mas se morre pelo ser amado, quando temos o sentimento vivo dentro de nós, dedicamos tudo para ver o sorriso da pessoa amada e para que a sua presença seja notada, podendo assim entregar a sua vida para o sentimento, como no soneto de Alvarez de Azevedo: 



(...) 

Morro, morro por ti! na minha aurora 
A dor do coração, a dor mais forte, 
A dor de um desengano me devora... 
Sem que última esperança me conforte, 
Eu - que outrora vivia! - eu sinto agora 
Morte no coração, nos olhos morte! 


O romantismo vive dentro de todos, só é preciso encontrar o seu Romeu ou a sua Julieta para que ele Floresça.

(Myller Mayer)