terça-feira, 28 de novembro de 2017

Immer im Gedächtnis

 


Eis as crianças
Mutiladas
As mulheres
Violentadas
 Homens ceifados

Auschwitz, Treblika
Tormento e flagelo
Brado velado
Atroz

Discursos
Tirânicos
Mãos e sangue
Punhos erguidos
Esculpidos

Quem são os heróis?
Azul, branco e vermelho
Le vin
 transborda
Cálice
Зима
Lamina fria

Balança do sofrimento
Ordens, ordens
Banalidade do mal

O direito e a força
Positivado
Arbitrariamente
Cravado

Escutem meu Pranto
Lúgubre
Vingança
Fenecimento

Fuzilem!
Tão nobre
Meu tribunal
Enforquem
Joguem ao mar.

—Myller Mayer

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Alstroeméria



Personificação de Hator
Seus olhos de esmeralda
Conjunção do amor e da beleza
Flor-de-grinalda
Corpo e mente
Afrodite.

Equilíbrio!
 Fascinante destreza
Deusa Thémis
Lábios e faíscas
Lamina da justiça.

És
Luz que irradia
Sobre egos
Cegos.

É pulsar!
Nem gelo, nem pedra
Suportam
Coração
Na sua enormidade.

Dançarina e sua arte
Envolvente
Do “Nascimento De Vênus”
De “La Pudicizia Velata”
No mistério
que
Corradini e Botticelli
Não transcendem.

Miscelânea de bons afetos
Sonetos
Acolhe, abraça
Harmonia de sonata
Eros e Psiquê.

Embora perdido
Meu Norte
Seus passos
 Suaves.


—Myller Mayer

domingo, 22 de outubro de 2017

Insular


O externar da minha vontade
Lágrimas que escorrem na sacada
Vista tão bela.

Nas faces gélidas
Não se lembra
O que em outrora vivera
Dos abraços cálidos
Afetos verdadeiros.

A madrugada lépida
Vagam os pensamentos
Que a ninguém se mostra.

Egos, cegos
Desfilam
Narcisos.

Anjo negro
de tuas mãos inclementes
venha o suplício
(in)justo,
ao desimportante.

Na mentira de um novo amanhã
Se perde no mar
Devaneio.

Sol do resplandecer do dia
Me faz confiar
Que a luz é esperança contida,
Clemência agora.

Volta, gira e volta
Não és teu lugar
Indiferente.

Não sejas o terror de Poe
 a arma de Hemingway
Nem a solidão de Belchior.

Retorna para suas montanhas
Respire as flores
Que pulsam
Nos Campos Elísios.

Desperta, desperta !

—Myller Mayer

sábado, 1 de julho de 2017

A última


Tu és uma obra de Corradini
teus veús transparentes
Causa-me a libido da carne
Na realidade transcendental. 

Da teogonia que podes suscitar
Um ser simplório
entregas excelso a tua ternura
No vasto pântano
bestificado com as fulguras femininas
Hipocondríaco selvatico.

Tão logo 
furta-cor de teus cabelos
enaltece em meio a turba
 informar-lhe-ei:
"não deixes que a indiferença
seja teu algoz!".

Observem a cidade
és bela
afogando-se na mediocridade
social.
Pungido, levo meu âmago
ao mar
Deixo amigos e lembranças
aziago.

Fostes a última!
mantenho a mente
pachorra
Embora observa-me com sacrilégio
andrajos revestem meu coração
Demônios torpes e Anjos pueris
dicotomia lancinante

uma os olhos de infinitude
a outra o enigma, 
mistério
Quais os temores
em tua face de candura
escondes?

Não importa!
Escute esta sinfonia...
no ar
Ludwing van Beethoven
Abraço-me 

SILÊNCIO

—Myller Mayer

terça-feira, 16 de maio de 2017

Poeta Exilado


Fingi alegria na tristeza
ter amigos na solidão.

Paixão vigente
mas não correspondida
romantismo decadente.

Ter o verbo no futuro
quiçá será vivido
coração imaturo

—Myller Mayer

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Cetrina Lascívia


Enclausurado, real e o abstrato
Conheça-me com teus lábios
Atração do olhar imediato

Luxúria da carne
Acúleo dilacerante
Fenecimento, rosas  e sangue
Factual

 Não sejas "Yuki-onna"

Da sina plangente 
Desvanecendo em plena bruma  
No dissabor latente.

O elixir do desabrochar

Dominação da vicissitude
Sentirás a telúrica no corpo
Deleitar-se-á na fugacidade? 
Amar e Desamar


—Myller Mayer


sábado, 11 de março de 2017

Flama romântica

 

Peito que afaga, olhar que rechaça 
Afetos de sonata, piegas e rosas 
Dúvidas nas palavras, lábios e fumaça 

Trovão no silêncio da noite 
Rompimento do ser, em vão 
Tortura é pensar, açoite do amar 
Costurando a melancolia, ócio na alegria 

Alma cordial, 
Encanto sexual, labirinto corpóreo 
Desejo censurado, atemporal 
Balbúrdia astral 

Trovão no silêncio da noite 
Rompimento do ser, em vão 
Tortura é pensar, açoite do amar 
Costurando a melancolia, ócio na alegria 

Narcisista em um cubo de ilusão 
Encarcerado na moral, kafkiano espúrio 
Niilista existencial, negação pessimista 

— Myller Mayer 

quarta-feira, 8 de março de 2017

Miscelânea


Mistificado na dor
O comemorar entusiasmado
No bloco sem cor

 Banhar no fel, lembranças
Gerado nas trevas, pavor
Senhor das circunstâncias 

Nos quatro cantos, 
A ferida rompeu
Datas em prantos
Terra que se esqueceu

Azul na face, brilhante
Esconde o abismo
Vida, negligência, desimportante

—Myller Mayer

quarta-feira, 1 de março de 2017

Ufes


Sou calouro mineiro, da broa e do pão de queijo
Aos meus veteranos amados, respeito e dedicação 
"Trabalha e confia" Da "liberdade ainda que tardia".

Não há Ufop que resista, a UFES é só conquista
Sete Lagoas terra amada, mas Vitória é a paixão declamada
Capixabas que se preparem, mineirinho na pista

Sotaque e sua gentileza, irradiante com destreza
Direito é para poucos, só os loucos
Vamos trazer a beleza, calouros súditos da realeza (Veteranos)

Ufu e Ufmg: quem diz muito 'que é", não é
Sabemos tudo o que somos, é o canto do vencedor
Ufv e Ufvjm diz muito 'que vai', mas não vai

Vamos agora criando o futuro em nossos pés
A vida que não foi contada, apenas almejada
5 anos de desafios, calouros e corações por um fio

Eu quero aproveitar, restaurar, confiar
Morrer de medo e me levantar
Viver a calourada até cansar

Vem pra Ufes, vamos ser os campeões 
Vou acabar com a discussão, muqueca capixaba ou baiana
O vitorioso é o "Pãozimm de queij" a lá "Cê Lagoana"

Comida boa é o "Quiabo com franguim" 
Jk aprova, o nosso presidente Bossa Nova, "mineirim"
Sentirei saudades de Diamantina e seus "Butiquim"
Vou prosear agora com o "persoar," lááá bem "pertim" do mar

—Myller Mayer