Com o inicio do 'Estado Novo" na era Vargas, pôde-se perceber a imensurável manipulação midiática das massas sociais, que se estende até os dias de hoje, com estratégias de distração, gradualidade, auto culpabilização, etc.
Este período ficou marcado pela censura dos movimentos culturais e artísticos veiculados na mídia, promovidos pelo DIP -Departamento de imprensa e propaganda-, ocorreu também a criação da rádio "Voz do Brasil" onde o discurso ufanista vinha seguido de um otimismo exacerbado, com o intuito de propagar e florescer a ideologia da integração nacionalista.
Muitos outros governos se assemelhavam com o que sucedia no Brasil, como na Itália fascista de Mussolini e a Alemanha nazista de Hitler, e que influenciaram fortemente o populismo penal, por meio do medo e da insegurança, que eram influenciados, dramatizados e difundidos pela criminologia midiática, visando o aumento de audiência e vendas, tratando o crime como espetáculo, de forma "catastrófica", "sanguinária" e tendo o apoio popular, disseminando o neopunitivismo.
Atualmente tem-se a "cultura de massa," observada nos meios de comunicação, através de mensagens, apenas com a intenção de entreter, hipnotizar, entorpecer e induzir, com uma torrente de sensacionalismo. Contendo informações que não levam o espectador a ter um olhar crítico e independente, tais como em novelas, futebol e propagandas mercadológicas, o que na "cultura de elite ou erudita" não se vê muito, porque o conteúdo é destinado a uma população instruída, crítica e intelectualizada, que não aceita os paradigmas assim impostos por "veículos de manipulação".
Uma das estrategias usadas na imprensa é a "distração", retiram o foco do espectador perante algo com grande importância e o atrai a temas relevantes, há também, o convencimento acerca dos fatos por "exploração emotiva," que em síntese, operam o leitor, o telespectador, o ouvinte, a se distanciarem do raciocínio particular.
Segundo o pensamento do sociólogo Émile Durkheim, "O fato social é tudo o que se produz na e pela sociedade, ou ainda aquilo que interessa e afeta o grupo de alguma forma," nessa perspectiva a mídia transmuda os -fatos sociais- modificando a "coercitividade" a partir de suas inclinações, com conceitos na teoria do etiquetamento, já a "exterioridade" é refeita com o direcionamento da visão para a ignorância e a mediocridade, desta forma a "generalidade" é perdida, pois os mais afetados serão os menos estudados e informados.
—Myller Mayer
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