sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Tragicum sentimentality


Eu vou definhar,
 não posso mais te amar
Sumir,
 desistir
 é o certo para não sucumbir.

Queria te abraçar 
 falar de tudo que não foi esclarecido
Pois estou preenchido de indagações
Perante o universo cósmico de ilusões,    
O meu peito cheio de submissões 
Se arrefece em um total zero absoluto de maldições.

Vivo no luto, 
procurando meu mundo no meio de expurgos
Minhas entranhas sangram, 
por causa dos que não me amam.

A Coragem dentro do meu ser, 
é que faz eu ainda te querer
Mesmo percebendo que é mais fácil me enlouquecer
Pois essa guerra é pra valer, 
soldados mortos,
Absortos em pensamentos 
sobre seus pressentimentos.

Suicídio mental, 
perfeito corte desigual no mantra corporal
Com espinhos banhados na imperfeição,
 da escrotidão mundial
Tristeza real, 
máscaras que se quebram no simples olhar cordial.

Não espero que me ame, 
mas que me odeie!
Para que eu possa acreditar que algo sentes por mim
Na insignificância do meu ser, 
que de tão sentimental 
você me vê como banal 
Só mais um perante o golpe do punhal,
 nessa crença ancestral.

Vá, 
siga o teu mundo profundo 
de seres infecundos 
e que nunca se esqueças 
Que vós acionastes uma bomba bestial 
Será  a detonação fatal, 
colocando um final 
em todo esse pieguismo prejudicial 
Fundado na minha mente de boçal.

Benevolência extirpada 
pela sua insensibilidade sentimental.


—Myller Mayer


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