quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Perspectiva da Metamorfose

 


Máscaras de gesso quebradas no chão,
 face nua em exposição
Aberrações se encontram no vale das inquietações
Na calçada energia solta 
atingindo a população
Sangue mancha as mãos da indignação.

Governantes com dinheiro na suíça,
 vivendo na preguiça
Os filhos da pátria estuprados aos olhos da justiça
Os sinais cheios de fantasmas astrais
Crianças desamparadas,
 dormindo nas praças
Esmola no país da educação?
Claro que não, 
é ajuda de irmão,
"colaboração".

Companheiros de profissão: 
Bancos, governo e corrupção
Passam a perna no cidadão, 
paga imposto para ver desviado no "Mensalão"
Audacioso "Petrolão", 
a nossa nação é um grande circo de papelão.

Nem Hiroshima e Nagasaki viu tanta destruição
Se em Chernobyl ninguém pode viver,
 imagina no Brasil desigual
Lá acidente nuclear fatal,
 aqui
 "acidente de sufocar a moral".

Caminhando no pátio 
desse grande presídio individual
Onde vivemos com medo de morrermos
 pelas mãos de um marginal
Bandido na rua, bandido no governo,
 pútrido,
 que grande inferno interno.

Reféns do horror, 
lágrimas de dor
Escravos do sistema,
 "ordem e progresso" 
já virou foi tema de novela
Quem são os filhos da revolução?
 Onde se encontram?
Será que querem mudanças, 
ou só viverem na estagnação da esperança?
Lutamos juntos em prol de todos,
 ou definhamos sozinhos 
Perdidos no fundo desse precipício, 
grande sacrifício.

—Myller Mayer



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