Atravessando o lago da insignificância
Existência ignóbil, frio torturante do pensamento
Matéria de sonhos, dissipando no amanhecer
Quarto trancado, cobiçando, aprisionando o amar.
Tchau, vento leva cinzas, querem atinar
Horror, sangue no piso, laço, era meu cadarço
Lâmina, "M" da maldade, restos, destruição
Sorte de estudante, aprisiona o comandante.
Seus amigos, livros, séries, filmes
Monotonia em dia, falência múltipla dos órgãos
Condolência da persistência, horizontal, quer coragem sazonal
Bagagem vazia, espera, lágrima cordial
Sois imortais, passante, pertinente, arrogante, anormal.
No abismo o sol esconde, aberrações dançam
Vômitos sufocam, adrenalina na veia, paredes sujas
Mais um na estatística, incompreendido, sorrindo
Jovem, perdido, sumindo, loucos se esvaindo.
Neblina nos olhos, pirolas, bombas e sono
Bang, grito na sala, pânico, dispara coração
Tic-tac, sua hora acabou, a foice chegou
Swooish, acompanhe-me, pedras e terra sobre mim, tudo e nada, pow
17 desperdícios, brrr booom, céu escuro, queriam ajudar, acabou
Buáá, buáá, se mistura os sons, clap, clap.
Última plateia, imaginação, desolação, caminham sem a criatura
O temor aconteceu, só mais um entre a multidão, gráfico da vida, sem compaixão.
—Myller Mayer
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