Curvas do
esquecimento
estrada sem fim
Despenca do barranco
O rancor
Eis que observo
Da janela do cortiço
Ou seria palacete?
Explosão de cólera
taça de palavras
Embriagadas
Na garganta
Estilhaços
Do eu
Navalham
Os olhares
Distantes
Indiferentes
Perpasso
Entre almas vazias
Embalsamadas de
perfume
Corroídas
Sem pudor
Em maldade
De seus rostos gélidos
putrefaz
A última gota
De empatia
Escorrendo.
—Myller Mayer
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