quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Amanhã de madrugada

 

Equilibrai-vos!
De bêbado se fez sóbrio
No sopro
Prantos regam suas flores

Poda às asas da esperança
Agonizante buscar
Indagai-vos!
Cretinos

Abismo onde tu escarnas
Covarde
O cavalo ensanguentado
covarde
Meu grito brando
Engasgado

Pegue a fumaça
Ela é tua,
Paranoico
Em queda livre

Amai, ausência
O pai
Só mais uma noite
Eu imploro

Profanas os velhos
Em dor
Naufraga-me!
Agonia
Em esperas e planos
Infindáveis
Sem medo

Acaba
 Suspense, nem drama
Retira
Terminou

Não peço demissão
Pedro Nava
Que me desculpe
Poeira de estrelas
É o que sou.

—Myller Mayer

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