quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Desarrumada Psicose



Pedras em conversação,
 no meio da caminhada
Seres em redenção, 
cólera correndo nas veias
Nas areias do tempo, 
busca compreensão, 
sapiência.

Perguntas. 
Respostas. 
Réplica. 
Tréplica.

O mundo gira, 
grita,
 não me repita.

Estagnação, 
irrita. 
Adrenalina, 
satisfação.

Humanos sem adjetivos,
 todos jogados no vazio
Insanos, 
labirinto do pânico, 
extintos do sonho.

Silêncio,
 lâmina,
 precipício tênue,
 nascimento no hospício
Existência fictícia,
 vários e nenhum
Olham nos olhos,
 não entendem, 
dizem entender.

Vulcão estelar, 
faça sentido, 
não faço. 

Vida de personagens,
 devaneio, 
miragem
Quem é? 
Hoje Chaplin, 
amanhã não se sabe, 
talvez Gandhi, 
Buda ou Drummond.

Ridículo, 
egoísta, 
orgulhoso, 
cínico, 
sarcástico... 
ser feliz.

Condolência esmurra, 
não trucida,
 alerta. 

Não se perde, 
pensamento
Estou aqui, 
ali, 
já morri,
 ressurgi, 
ave fênix, 
solidão.

Saída de emergência, 
vem e conversa, 
ilude e se vai
Volta outro dia, 
coragem desencontra, 
bate a porta
Espelho, 
sem reflexo. 
Cadê tua face? 
Falta-me.

Não gostam, 
fingem, 
acreditas? 
perceba raridade, 
amizade.

Boiada da ignorância,
 pisoteia,
 te deixa,
 reflita, 
fascista
Isolo na muralha, 
multidão, 
giz do perito, 
chão.

Tiros, 
coração, 
olho do furacão.

Vento, 
solução,
 barco cabe o ego,
 feitos e defeitos.

Visão,
 emoção,
 atitude,
 vontade, 
tormento.

—Myller Mayer

domingo, 1 de novembro de 2015

Mundus Dea



Hoje é o grande momento, viver sem ressentimentos
Na imensidão do sonhar, na busca incessante de realizar
Grande mulher, chata e divertida, nasceu para lutar.

 Manhãs de briga e alegria, sentirei saudades da minha amiga
Silêncio perturbante, nunca mais será dilacerante
Olhos de ametista, desequilibra qualquer artista
Voz angelical, hipnotiza o mortal, tão irreal
Sorriso fatal, agrada ao mais trivial, ultrapassa o casual

Letal, combinação de deusa e realeza
Tanta beleza, desfila com destreza de princesa
Profana? É graciosa, formosa, deslumbrante
Corpo sensual, moldura excepcional
Louca, anormal, afasta o bestial.

O que a vida nos reserva? vamos viver sem pressa
Teu futuro é grandioso, sucesso formoso, conserva
Não esqueças o teu chato, importunava, sem retrato

Continue a caminhada no fio do tempo
Aguente a bordoada, nunca ficará desamparada
Amigos sempre são amigos, não importa a caminhada

18 anos, terá enganos, ilusão e lembranças no coração
Admiração, guerreira em êxito, sensação.


—Myller Mayer

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Suplício Diário



Oceano de enganos, sortilégio de insanos
Face da tragédia, carnificina da comédia
Teatro de estranhos, universo de suburbanos
Sacrífico da cobardia, adolescência tardia.

Sorrisos  petrificados, falsos idolatrados
Veias arrebentadas, ideias acorrentadas
Estilhaços nos olhos, pedaços caindo dos terraços
Não chateias, volta para tua teia e me odeias.

Cruel, aniquila os sentimentos como papel
Saudade não faz parte da minha vaidade
 Romance de cordel, desmorona como a Torre de Babel
Bondade ouça a perversidade, maldade ouça a generosidade.

Render-se ao relés tumulo da ignorância
Atitude errônea da virtude, buscando plenitude
Erga-se, saindo da insignificância para alcançar a importância
Escute e mude, para o sucesso não existe altitude.

—Myller Mayer

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Simplismo


Felicidade, busca bondade
Consternação, quer destruição
Amor, busca rancor
Palavras, destruídas pelas larvas
Dor, vive no pavor
Pensamento, está em tratamento.

—Myller Mayer

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Perspectiva da Metamorfose

 


Máscaras de gesso quebradas no chão,
 face nua em exposição
Aberrações se encontram no vale das inquietações
Na calçada energia solta 
atingindo a população
Sangue mancha as mãos da indignação.

Governantes com dinheiro na suíça,
 vivendo na preguiça
Os filhos da pátria estuprados aos olhos da justiça
Os sinais cheios de fantasmas astrais
Crianças desamparadas,
 dormindo nas praças
Esmola no país da educação?
Claro que não, 
é ajuda de irmão,
"colaboração".

Companheiros de profissão: 
Bancos, governo e corrupção
Passam a perna no cidadão, 
paga imposto para ver desviado no "Mensalão"
Audacioso "Petrolão", 
a nossa nação é um grande circo de papelão.

Nem Hiroshima e Nagasaki viu tanta destruição
Se em Chernobyl ninguém pode viver,
 imagina no Brasil desigual
Lá acidente nuclear fatal,
 aqui
 "acidente de sufocar a moral".

Caminhando no pátio 
desse grande presídio individual
Onde vivemos com medo de morrermos
 pelas mãos de um marginal
Bandido na rua, bandido no governo,
 pútrido,
 que grande inferno interno.

Reféns do horror, 
lágrimas de dor
Escravos do sistema,
 "ordem e progresso" 
já virou foi tema de novela
Quem são os filhos da revolução?
 Onde se encontram?
Será que querem mudanças, 
ou só viverem na estagnação da esperança?
Lutamos juntos em prol de todos,
 ou definhamos sozinhos 
Perdidos no fundo desse precipício, 
grande sacrifício.

—Myller Mayer



sábado, 3 de outubro de 2015

Aniquilação Da Afeição


Sou um trivial poeta 
no meio da excreta
Fazendo "poeminhas"
 para ser desdenhado por "pessoinhas"
Andando no labirinto de sentimentos,
 aniquilando os firmamentos.

Sou Kamikaze de emoção, 
minha raiva entra em ebulição
Tanques destruindo a convicção,
 ilusão e encarcerando o coração
O silêncio vem como furacão, 
arrasando o que já foi dedicação.

Sou tédio no amanhecer,
 animação no entardecer 
e ódio no anoitecer
Paciência é pequena, 
acaba como primavera,
 meu olhar não mais te venera
Um dia foi deusa,
 hoje tenho certeza que não é  realeza
Talvez medusa,
 petrífica e usa, 
o holocausto te seduza.

Sou parvo em te dar amor e receber dor, 
grande perdedor
Lançado no poço do revés,
 extirpado pelo meu eu atordoado
Companhia você não queria,
 sorrisos de mentira, 
abraços de espantalho.

Sou lúgubre,
 jamais me perturbe,
 diamante bruto,
 insalubre.

Melhor assim, 
seguir sozinho o meu caminho,
 em busca da realização.

Consternado poderia ficar, 
mas  a minha euforia não quer autorizar
Refém das minhas vontades, 
prontidão para transmudar, 
reorganizar e perseverar.

Sou anacrônico, simplista.
 Não sou egoísta, nem fascista.
 Talvez altruísta, 
pessimista 
ou
 artista.

Ultrapassada ternura,
 chegou aglomerar simpatia,
 que sepultou 
com o esplandecer do dia
A aurora da minha presença, 
será esquivar-se
 sua existência.

—Myller Mayer

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Dia Especial


O dia é de alegria, então sorria
Garota cheia de energia que contagia
Não se deixa levar na euforia da maioria.

Comigo podes contar, para te meu ombro sempre vai está
Na madrugada vou te importunar, esperando você afrontar
Nos teus ouvidos sempre ei de procurar para me expressar
Insanidades na vida vamos aprontar, rir de tudo sem parar
A locomotiva da felicidade só vai estagnar, quando um de nós findar.

Nossa amizade é mais que um poema, difícil como ponte de safena
Jorra sangue, mas é serena
Irmandade não é pequena, vale mais de uma centena.

Quando criança fazia mimica, hoje em dia faz química
Tudo em mudança, vamos entrar nessa dança
Garota violenta, mulher marrenta, metamorfose da borboleta
Minha violeta, nunca fique careta
 Lembre-se do poeta, que se achava dono do planeta
Que te ama mesmo acabando o tempo na ampulheta
Destruiremos os cometas das paixonetas.

18 anos tempo de aproveitar o auge desse grande oceano
Inicio dos maiores enganos, não serão soberanos, nem profanos
Sentindo o som clássico no piano da juventude, tudo tão humano.

Prima, amiga e irmã nossa amizade não morre com o amanhã, minha guerreira titã.

—Myller Mayer

sábado, 26 de setembro de 2015

Embaraçado


Amar, eu amo
Sentir, não sinto
Louco, nem santo.

Poeta, talvez profeta
Perdido, sem sentido
Medo, meu segredo.

Amizade, cheia de infelicidade
Vida, prefiro bebida
Morte, mantra da sorte
Beijo, não exijo
Abraço, não é laço
Olhar, vai me guiar
Boca, solta para desejar
Garota, vou te puxar, comigo vai está
Música, nossa súplica.

Resposta, aceita e no meu peito encosta
Sincero, exagero em ser severo, porque te quero
Explicação, da paixão em degradação.

(Myller Mayer)

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Decisão


Não vivo de miragem, 
desistir também é coragem
Amar é verdade, 
mentira não faz parte
Seu amor covarde, 
fica ou vai tarde
Não quero só amizade,
 quero cumplicidade,
 felicidade, 
eternidade...

Quero a certeza do amor, 
pois a tempestade traz dor
Ódio de tu posso ter,
 só se fizer por merecer
Procurando respostas para detestar,
 cansando de amar
Metralhadora de infelicidade, 
atira com vontade.

Destruindo toda ilusão,
 desses dias de cão
Galaxia de perdição, 
perdido entre a multidão
Maioria na ação,
 eu na submissão
Cérebro dentro do caixão,
 esperando a redenção
Paradoxo de frustração,
  saindo do caos da atração.

Olhar de uma deusa,
 lança tanta beleza
Poderia ser musa,
 mas seus sentimentos
 são de medusa 
Perdido em suas curvas,
 mente confusa.

Vou partir,
 fluir, 
nadar na correnteza da tristeza
Chega de incerteza,
 a onda agora é navegar
 no mar da frieza
Sutileza é coisa da natureza, 
apanha com toda firmeza
Sangrar é grandeza
 cheia de nobreza, 
mostra braveza.

Paixão corta de navalha, 
te dá migalha
Na prisão da depressão,
 sua mente luta 
na
 "Operação Dragão".

Tudo vai acabar na incerteza,
 não termos amado
 com profundeza.

—Myller Mayer




quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Pilares Em Ruína


Sangue no pulso
No olhar o susto
Julgado por impulso
Louco confuso
Sempre excluso
Vida em desuso.

Morte me transporte
Desisto de ser forte
Não espero a sorte
Mente cheia de cortes.

Amizade nunca existiu
Sozinho não resistiu
Suas palavras ninguém ouviu
Seu último suspiro sucumbiu
No meio da multidão se feriu.

 —Myller Mayer

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Vice & Versa


A sua face é um mistério profundo, 
tudo muda em um segundo
Nosso coração vagabundo, 
vive moribundo
Perdido por esse mundo, 
a dor vem do fundo.

Beleza de uma ametista,
 olhar analista
Mulher idealista, 
verdadeira capa de revista
Seus passos de artista 
em busca da conquista
Se joga na pista 
é sempre a mais vista.

Garota de um novo tempo, 
enfrenta chuva e vento
No universo lento 
do preconceito tão violento
Ousadia misturada com alegria,
 é uma loucura a sua companhia.

Bipolar de tanto amar, 
chorar, 
sangrar, 
gritar...

Nossa amizade quero levar, 
até o planeta findar
Esquecer de mim, 
nunca vou deixar
Sou o chato que vai te abraçar,
 importunar,
 xingar, 
brigar...
Para depois te ligar, 
perguntar como você está.

Sua garota vai te esperar,
 insanidade cósmica vai rolar
Uma da outra sempre irão lembrar 
Hoje a vida segue lenta,
 correndo um dia estará 
Até o dia que ela vai terminar
Os Beatles  
vão até cantar, 
sob o último 
eclipse lunar.


—Myller Mayer

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Indestrutível


Rock é expressão,
 indignação, progressão
Solos de sutileza, profundeza
Quanta certeza, 
cheia de beleza.

São todos Poetas
Com suas jaquetas pretas 
Borboletas apaixonadas por violetas
Profetas, 
de um planeta tão careta.

Todos querendo uma meta
Gritar, 
cantar, 
para um dia acertar
O objetivo é sempre amar
A fama não cobiçar.

Loucura é o ingrediente para transformar,
 regenerar
Raul Seixas que o diga, 
foi maluco beleza até a vida findar
Elvis rei sempre será,
 pois mestres não somem sem nada deixar.

Rock é cheio de emoção, 
tenção, inspiração
Tira a tristeza, 
acrescenta destreza
Esmaga a avareza, 
mostra toda sua grandeza
Sua natureza cheia de beleza
Reagindo contra a nobreza,
 jogando toda sua correnteza de estranheza.

Vai ressurgindo ainda indefinido...
Nunca será corrompido 
Ozzy, o pai dos enfurecidos, desiludidos 
Vai continuando seu legado
Carregando todos seus pecados
Mandando seu recado
O rock ainda é afiado,
 tirado,
 tarado,
 pesado 

e nunca será derrubado!
Myller Mayer