segunda-feira, 6 de julho de 2015

Perfídia Selvagem


O mundo incerto, deserto, descoberto
Estamos tão perto do fim dessa guerra de espertos
Onde o objetivo é fazer o aborto dos analfabetos e sem tetos...
Conflito de corruptos sem intuito, fruto do delito de um defunto.

Monstros criados, idolatrados e suportados
Que fazem adoração a morte, daqueles que não conheciam a sorte 
De viverem sem cortes, lutando contra os fortes, nessa batalha de suporte.

O Senhora fome, que de tão teimosa não some
Caravana de cadáver na savana no meio de uma cabana
Aprendem a conviver com o sofrer, sem poder nada fazer
Esperando ajuda para reverter, parando de perder e nascendo para vencer.

Eles dizem querer ajudar, mas só sabem explorar
Com suas bombas e metralhadoras, que só sabem findar 
Aqueles que não querem lhe apoiar, na sua política de torturar
Democracia é seu lema, praticar genocídio no Oriente Médio não é problema
Hipocrisia moral, neste mundo não tem igual.

Somos "livres", espionados, usurpados, metralhados
Julgados, massacrados, sem saber o que fazemos de errado
Mas no planeta da esperança, só esperamos a mudança.
(Myller Mayer)


domingo, 5 de julho de 2015

Guerra De Emoções



Meu coração blindado 
Cansado de amar errado 
Acabo por perder assim a razão 
Vou tentando acertar o passo na solidão 
No escuro certo do teu "Não". 

Nas curvas da tua boca, me perco a desejar 
Os meus olhos a te esperar 
Sedentos de amor para te dar. 

Nos seus lábios cor de carmim 
Que a sua loucura seja, se apaixonar por mim. 
Sentimento inesquecível, do tipo impossível 
Um pouco compreensível, mas, insensível. 

Espero até o sol raiar 
Para a luz me salvar 
Do escuro céu que é, te amar e desejar.

Neste deserto dilacerante do ser 
Que de tão estranho só sei sofrer 
Procuro entender o que me faz querer 
Mas não posso me render ao prazer 
Do nascer dessa flor
Destemida, resolvida e divertida 
Que é justamente você

—Myller Mayer




Confusão Mental


Eu tento desistir, não persistir 
Mas meu coração teima em insistir 
Você não consegue entender o meu modo de agir 
Tento agradar, sorrir, e sempre te vejo partir. 

Será você o meu algoz? 
Que dilacera meus sentimentos feito animal feroz 
No escuro labirinto do meu ser, hoje já sem voz 
Tenta evitar-me como um leopardo veloz. 

Vou aceitando a condição de nunca ser teu 
Algum dia vou perceber que valeu 
Mesmo sabendo que quem amou sofreu 
No final só perdeu 
O que jamais foi seu. 

Será melhor me afastar? 
Deixar de me importar? 
Não quero mais imaginar 
O quanto ainda terei de explicar 
Sobre este sentimento tão peculiar. 

Anônimo mais uma vez serei 
Outra pessoa com você eu verei 
Com um grito errante agora direi 
Quem possuir o seu amor, terá a sorte de um rei. 

—Myller Mayer

Incansável



Bela menina, teu olhar me fascina
Me alucina, perdido fico 
Sem saber o que digo
Todo este silêncio, me atordoa.

Agora atuando, no palco do pensamento
Tendo entender, não entendo
O que diz seus lábios, a não ser a ilusão
De deixar-me confundido, perdido, enlouquecido...
E que um dia, esse amor seja recíproco
Que o tempo venha ao meu favor
Para que o universo seja o meu mentor.

Quando nos encontrarmos com o resplandecer da lua
No momento da conjunção de nossas bocas nuas
Falas poucas, olhares muitos, toques de paixão
Assim terminando meus dias de tenção.

Venha assim encantadora, toda louca
Me amar, 
Me beijar e abraçar
Fazer de mim o reverso do que sou
Para poder ser, seu
Venha ser meu combustível de vida
Meu mel, minha loucura
Meus dias de amor.
—Myller Mayer

Mulheres Deusas


"Mulheres são criaturas a serem admiradas, com suas formas deslumbrantes, sorrisos encantadores e um jeito próprio de serem, que fascina qualquer pessoa
Só elas têm aquele sorriso que encanta e o olhar que hipnotiza, simples e mágico.

Admiro aquelas que não se deixam abaterem por falácias, inveja e difamações, usam uma armadura chamada autoestima e uma espada banhada na confiança, são verdadeiras guerreiras da esperança.

Mulheres Deusas, que de tão deslumbrantes, os homens têm medo, pois parecem intocáveis, inalcançáveis, é como buscar ilusão com as próprias mãos.

Algumas delas, simplesmente desfilam mostrando o seu charme pessoal e todo seu poder sedutor, com os cabelos ao vento e seus lábios de feitiço singelo.

Mas para mim, mulher com "M" maiúsculo é sim aquela que enfrenta a vida e se mostra do seu jeito, louca, marrenta, ousada, determinada, delicada e linda, ou seja qual for ele, se arriscam a serem autênticas em um mundo de cópias.

Mulheres de um novo tempo, que merecem serem lembradas e respeitadas todos os dias, sobreviventes em tempos de algozes imperdoáveis: Machismo, misoginia, feminicídio... são campeãs na batalha pela sobrevivência, nesse mundo tão desigual.

E como dizia o grande filósofo Sêneca: "Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas."

A sociedade tenta cessar suas atitudes, mas as "Mulheres de Atenas" aprenderam a impor as suas vozes com plenitude!
Feliz Dia da Mulher.


—Myller Mayer



quarta-feira, 20 de maio de 2015

Domínio da reflexão cognitiva


  Com o inicio do 'Estado Novo" na era Vargas, pôde-se perceber a imensurável manipulação midiática das massas sociais, que se estende até os dias de hoje, com estratégias de distração, gradualidade, auto culpabilização, etc.
  
Este período ficou marcado pela censura dos movimentos culturais e artísticos veiculados na mídia, promovidos pelo DIP -Departamento de imprensa e propaganda-, ocorreu também a criação da rádio "Voz do Brasil" onde o discurso ufanista vinha seguido de um otimismo exacerbado, com o intuito de propagar e florescer a ideologia da integração nacionalista.
  
Muitos outros governos se assemelhavam com o que sucedia no Brasil, como na Itália fascista de Mussolini e a  Alemanha nazista de Hitler, e que influenciaram fortemente o populismo penal, por meio do medo e da insegurança, que eram influenciados, dramatizados e difundidos pela criminologia midiática, visando o aumento de audiência e vendas, tratando o crime como espetáculo, de forma "catastrófica", "sanguinária" e tendo o apoio popular, disseminando o neopunitivismo.  
  
Atualmente tem-se a "cultura de massa," observada nos meios de comunicação, através de mensagens, apenas com a intenção de entreter, hipnotizar, entorpecer e induzir, com uma torrente de sensacionalismo. Contendo informações que não levam o espectador a ter um olhar crítico e independente, tais como em novelas, futebol e propagandas mercadológicas, o que na "cultura de elite ou erudita"  não se vê muito, porque o conteúdo é destinado a uma população instruída, crítica e intelectualizada, que não aceita os paradigmas assim impostos por "veículos de manipulação".
  
Uma das estrategias usadas na imprensa é a "distração", retiram o foco do espectador perante algo com grande importância e o atrai a temas relevantes, há também, o convencimento acerca dos fatos por "exploração emotiva," que em síntese, operam o leitor, o telespectador, o ouvinte, a se distanciarem do raciocínio particular.
  
Segundo o pensamento do sociólogo Émile Durkheim, "O fato social é tudo o que se produz na e pela sociedade, ou ainda aquilo que interessa e afeta o grupo de alguma forma," nessa perspectiva a mídia transmuda os -fatos sociais- modificando a "coercitividade" a partir de suas inclinações, com conceitos na teoria do etiquetamento, já a "exterioridade" é refeita com o direcionamento da visão para a ignorância e a mediocridade, desta forma a "generalidade" é perdida, pois os mais afetados serão os menos estudados e informados.

—Myller Mayer

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Revolução Das Rosas


Com o passar dos anos o romantismo foi se enfraquecendo, em decorrência de vários fatores, o medo foi um dos grandes vilões dessa geração, pois fez com que quem detinha destes sentimentos amor, paixão e desejo, os guardasse para se mesmos, sufocando-os. 


Os jovens do seculo XXI não possuem referências concretas, seja de poetas, músicos e artistas de uma forma geral, consecutivamente vemos este lado romântico se tornando algo banal e muitas vezes visto como um ato estúpido, não somos os cavalheiros que abrem as portas dos carros, puxam a cadeira para a donzela se sentar, nem cumprimentamos com um beijo em sua mão, e sabem o motivo? É simples, medo, medo do que os outros amigos vão falar, pensar, medo de virar chacota no seu meio social. 



Vivemos sobre forte influência da mídia, nos fazendo acreditar que precisamos possuir a parte física e esquecermos a parte intelectual, dessa forma criamos jovens preocupados somente no transar não mais no desejo da conquista de outro ser, na busca da mulher ou do homem amado, por este e outros motivos estamos com falta de percursores do romantismo, na literatura e música. 



Mandar buquê de flores virou o auge do ser apaixonado, declaração de amor em público é o extremo da vergonha, porque na maioria das vezes quem as recebe não está preparada(o) ou não sabe como lidar com um ato tão sublime e simples, não por ser fria, mas por não estar acostumado a este amor cortês.

Tem que se entregar ao sentimento, sejamos piegas, loucos, indomados, sejamos Pierrots apaixonados que choram por suas Colombinas ou Colombinas que morrem de amores por seus Arlequins. 


Não se morre de amor, mas se morre pelo ser amado, quando temos o sentimento vivo dentro de nós, dedicamos tudo para ver o sorriso da pessoa amada e para que a sua presença seja notada, podendo assim entregar a sua vida para o sentimento, como no soneto de Alvarez de Azevedo: 



(...) 

Morro, morro por ti! na minha aurora 
A dor do coração, a dor mais forte, 
A dor de um desengano me devora... 
Sem que última esperança me conforte, 
Eu - que outrora vivia! - eu sinto agora 
Morte no coração, nos olhos morte! 


O romantismo vive dentro de todos, só é preciso encontrar o seu Romeu ou a sua Julieta para que ele Floresça.

(Myller Mayer)