terça-feira, 29 de setembro de 2015

Dia Especial


O dia é de alegria, então sorria
Garota cheia de energia que contagia
Não se deixa levar na euforia da maioria.

Comigo podes contar, para te meu ombro sempre vai está
Na madrugada vou te importunar, esperando você afrontar
Nos teus ouvidos sempre ei de procurar para me expressar
Insanidades na vida vamos aprontar, rir de tudo sem parar
A locomotiva da felicidade só vai estagnar, quando um de nós findar.

Nossa amizade é mais que um poema, difícil como ponte de safena
Jorra sangue, mas é serena
Irmandade não é pequena, vale mais de uma centena.

Quando criança fazia mimica, hoje em dia faz química
Tudo em mudança, vamos entrar nessa dança
Garota violenta, mulher marrenta, metamorfose da borboleta
Minha violeta, nunca fique careta
 Lembre-se do poeta, que se achava dono do planeta
Que te ama mesmo acabando o tempo na ampulheta
Destruiremos os cometas das paixonetas.

18 anos tempo de aproveitar o auge desse grande oceano
Inicio dos maiores enganos, não serão soberanos, nem profanos
Sentindo o som clássico no piano da juventude, tudo tão humano.

Prima, amiga e irmã nossa amizade não morre com o amanhã, minha guerreira titã.

—Myller Mayer

sábado, 26 de setembro de 2015

Embaraçado


Amar, eu amo
Sentir, não sinto
Louco, nem santo.

Poeta, talvez profeta
Perdido, sem sentido
Medo, meu segredo.

Amizade, cheia de infelicidade
Vida, prefiro bebida
Morte, mantra da sorte
Beijo, não exijo
Abraço, não é laço
Olhar, vai me guiar
Boca, solta para desejar
Garota, vou te puxar, comigo vai está
Música, nossa súplica.

Resposta, aceita e no meu peito encosta
Sincero, exagero em ser severo, porque te quero
Explicação, da paixão em degradação.

(Myller Mayer)

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Decisão


Não vivo de miragem, 
desistir também é coragem
Amar é verdade, 
mentira não faz parte
Seu amor covarde, 
fica ou vai tarde
Não quero só amizade,
 quero cumplicidade,
 felicidade, 
eternidade...

Quero a certeza do amor, 
pois a tempestade traz dor
Ódio de tu posso ter,
 só se fizer por merecer
Procurando respostas para detestar,
 cansando de amar
Metralhadora de infelicidade, 
atira com vontade.

Destruindo toda ilusão,
 desses dias de cão
Galaxia de perdição, 
perdido entre a multidão
Maioria na ação,
 eu na submissão
Cérebro dentro do caixão,
 esperando a redenção
Paradoxo de frustração,
  saindo do caos da atração.

Olhar de uma deusa,
 lança tanta beleza
Poderia ser musa,
 mas seus sentimentos
 são de medusa 
Perdido em suas curvas,
 mente confusa.

Vou partir,
 fluir, 
nadar na correnteza da tristeza
Chega de incerteza,
 a onda agora é navegar
 no mar da frieza
Sutileza é coisa da natureza, 
apanha com toda firmeza
Sangrar é grandeza
 cheia de nobreza, 
mostra braveza.

Paixão corta de navalha, 
te dá migalha
Na prisão da depressão,
 sua mente luta 
na
 "Operação Dragão".

Tudo vai acabar na incerteza,
 não termos amado
 com profundeza.

—Myller Mayer




quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Pilares Em Ruína


Sangue no pulso
No olhar o susto
Julgado por impulso
Louco confuso
Sempre excluso
Vida em desuso.

Morte me transporte
Desisto de ser forte
Não espero a sorte
Mente cheia de cortes.

Amizade nunca existiu
Sozinho não resistiu
Suas palavras ninguém ouviu
Seu último suspiro sucumbiu
No meio da multidão se feriu.

 —Myller Mayer

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Vice & Versa


A sua face é um mistério profundo, 
tudo muda em um segundo
Nosso coração vagabundo, 
vive moribundo
Perdido por esse mundo, 
a dor vem do fundo.

Beleza de uma ametista,
 olhar analista
Mulher idealista, 
verdadeira capa de revista
Seus passos de artista 
em busca da conquista
Se joga na pista 
é sempre a mais vista.

Garota de um novo tempo, 
enfrenta chuva e vento
No universo lento 
do preconceito tão violento
Ousadia misturada com alegria,
 é uma loucura a sua companhia.

Bipolar de tanto amar, 
chorar, 
sangrar, 
gritar...

Nossa amizade quero levar, 
até o planeta findar
Esquecer de mim, 
nunca vou deixar
Sou o chato que vai te abraçar,
 importunar,
 xingar, 
brigar...
Para depois te ligar, 
perguntar como você está.

Sua garota vai te esperar,
 insanidade cósmica vai rolar
Uma da outra sempre irão lembrar 
Hoje a vida segue lenta,
 correndo um dia estará 
Até o dia que ela vai terminar
Os Beatles  
vão até cantar, 
sob o último 
eclipse lunar.


—Myller Mayer

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Indestrutível


Rock é expressão,
 indignação, progressão
Solos de sutileza, profundeza
Quanta certeza, 
cheia de beleza.

São todos Poetas
Com suas jaquetas pretas 
Borboletas apaixonadas por violetas
Profetas, 
de um planeta tão careta.

Todos querendo uma meta
Gritar, 
cantar, 
para um dia acertar
O objetivo é sempre amar
A fama não cobiçar.

Loucura é o ingrediente para transformar,
 regenerar
Raul Seixas que o diga, 
foi maluco beleza até a vida findar
Elvis rei sempre será,
 pois mestres não somem sem nada deixar.

Rock é cheio de emoção, 
tenção, inspiração
Tira a tristeza, 
acrescenta destreza
Esmaga a avareza, 
mostra toda sua grandeza
Sua natureza cheia de beleza
Reagindo contra a nobreza,
 jogando toda sua correnteza de estranheza.

Vai ressurgindo ainda indefinido...
Nunca será corrompido 
Ozzy, o pai dos enfurecidos, desiludidos 
Vai continuando seu legado
Carregando todos seus pecados
Mandando seu recado
O rock ainda é afiado,
 tirado,
 tarado,
 pesado 

e nunca será derrubado!
Myller Mayer


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Amizade Verdadeira


Inteligência genuína, pequena grande menina
Louca, chata e divertida cheia de entusiasmo na vida.

Leal, idêntica a te não tem igual
Nossa amizade é como  um anjo celestial
Com armadura de metal, espada colossal, lâmina cortando o mal.

Teu futuro te espera, diploma na janela, o sucesso te venera
Nesse mundo de quimeras, encontrar amizade sincera no meio da galera
Honra de primavera, na grande atmosfera
Essa simpatia da deusa HERA, nunca será efêmera
Parceria até na livraria e nenhuma ventania nos abalaria.

Cheia de bondade, vaidade, verdade
Vais encontrar muita falsidade, mas lutarás com legitimidade
Pois quem nasceu na claridade, nunca perderá a vontade
Tendo piedade dos que não sabem contornar a desigualdade, da sua própria maldade.

Brindando a vitória com taças de vinho, todos venerando os novos formandos
Bando de loucos se regenerando
Considerando, as últimas  mesuras na lembrança
Todos acham insanas as festas e danças.

—Myller Mayer

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Condolência Genuína



Delírio mental 
de um animal genial
Vai morrer desse mal, 
na superfície real
No trilho do trem, 
sem nenhuma moral 
Ilusão da amizade virtual, 
tudo igual
Vivendo no ócio 
da desgraça surreal.

No seu túmulo será esquecido 
Só mais um ser perdido, 
confundido,
 ferido.

Vou viver, 
vou ceder,
 vou saber
Dias de glória,
 tudo penhora
 minha senhora.

O sangue não vai parar 
Vou anestesiar,
 não vai cicatrizar
Desisto de continuar,
 a veia aorta vai estourar
No espaço 
o sumo vai chegar 
Armstrong vai falar: 
"A terra sangrando está".

Quem queria,
 não quer mais,
 tudo ficou para trás 
A perfídia é capaz, 
com ela tudo se desfaz 
Com seu olhar fugaz,
 não vai aniquilar 
o meu eu perspicaz, 
audaz, 
capaz.

Poeira cósmica serei, 
eclipse lunar não verei
De meteoros desviarei, 
depois de plutão viverei
Sozinho eu nunca mais me perderei,
 pois no meu pensamento 
sou rei.

—Myller Mayer

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Ruína Existencial


Quero morte
Quero sorte
Quero ser forte.

Palhaços entre lágrimas 
Atuam sob tantas mágoas.

O mundo de  regras
Vivendo nas trevas
Remoendo lembranças
Destruindo infâncias
No meu universo sem importância.

Veneno na boca
Bajuladores a solta
Morbígenos na roupa
Existência louca.

A paixão destranca 
O amor arranca
A rosa espanca
A tristeza se encanta
Meu ego se espanta
A mente sicofanta
Nada no coração se planta
Óbito pela garganta.

—Myller Mayer

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Vai Chegar


Luta de gigantes
Governo contra estudante
Grito sufocante.

Monstros petulantes
Tentam parar os navegantes
Esquecem que somos abundantes, rutilantes, pensantes.

Batalhar até findar
O meu sangue vai jorrar 
Ninguém vai nos parar
Guerreiros vão brotar
Ajudando a salvar
Fazendo as pessoas amar.

Mundo de loucos acorrentados
Tudo já foi profetizado
Será um grande aprendizado 
Ficará eternizado 
Revolução dos desesperados.

—Myller Mayer

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Tragicum sentimentality


Eu vou definhar,
 não posso mais te amar
Sumir,
 desistir
 é o certo para não sucumbir.

Queria te abraçar 
 falar de tudo que não foi esclarecido
Pois estou preenchido de indagações
Perante o universo cósmico de ilusões,    
O meu peito cheio de submissões 
Se arrefece em um total zero absoluto de maldições.

Vivo no luto, 
procurando meu mundo no meio de expurgos
Minhas entranhas sangram, 
por causa dos que não me amam.

A Coragem dentro do meu ser, 
é que faz eu ainda te querer
Mesmo percebendo que é mais fácil me enlouquecer
Pois essa guerra é pra valer, 
soldados mortos,
Absortos em pensamentos 
sobre seus pressentimentos.

Suicídio mental, 
perfeito corte desigual no mantra corporal
Com espinhos banhados na imperfeição,
 da escrotidão mundial
Tristeza real, 
máscaras que se quebram no simples olhar cordial.

Não espero que me ame, 
mas que me odeie!
Para que eu possa acreditar que algo sentes por mim
Na insignificância do meu ser, 
que de tão sentimental 
você me vê como banal 
Só mais um perante o golpe do punhal,
 nessa crença ancestral.

Vá, 
siga o teu mundo profundo 
de seres infecundos 
e que nunca se esqueças 
Que vós acionastes uma bomba bestial 
Será  a detonação fatal, 
colocando um final 
em todo esse pieguismo prejudicial 
Fundado na minha mente de boçal.

Benevolência extirpada 
pela sua insensibilidade sentimental.


—Myller Mayer


segunda-feira, 6 de julho de 2015

Perfídia Selvagem


O mundo incerto, deserto, descoberto
Estamos tão perto do fim dessa guerra de espertos
Onde o objetivo é fazer o aborto dos analfabetos e sem tetos...
Conflito de corruptos sem intuito, fruto do delito de um defunto.

Monstros criados, idolatrados e suportados
Que fazem adoração a morte, daqueles que não conheciam a sorte 
De viverem sem cortes, lutando contra os fortes, nessa batalha de suporte.

O Senhora fome, que de tão teimosa não some
Caravana de cadáver na savana no meio de uma cabana
Aprendem a conviver com o sofrer, sem poder nada fazer
Esperando ajuda para reverter, parando de perder e nascendo para vencer.

Eles dizem querer ajudar, mas só sabem explorar
Com suas bombas e metralhadoras, que só sabem findar 
Aqueles que não querem lhe apoiar, na sua política de torturar
Democracia é seu lema, praticar genocídio no Oriente Médio não é problema
Hipocrisia moral, neste mundo não tem igual.

Somos "livres", espionados, usurpados, metralhados
Julgados, massacrados, sem saber o que fazemos de errado
Mas no planeta da esperança, só esperamos a mudança.
(Myller Mayer)