terça-feira, 8 de novembro de 2016

Amiúde


 Afetividade no meu céu resplandeceu 
No idealizar do amar
 Luz de minha maldade 
A consciência desapareceu

Agonizar ao nascer
No pêndulo corresponder
Nada ser
Chorar ao findar
Esbravejar para viver.

Resposta da imperfeição
Princípios de minha utopia
Fugacidade na flor da tempestade
Usuras do coração.

Agonizar ao nascer
No pêndulo corresponder
Nada ser
Chorar ao findar
Esbravejar para viver.

Ser criança e solidão 
Dançarina e seus espinhos
Miragem e contemplação
Segredos e devaneios.

Agonizar ao nascer
No pêndulo corresponder
Nada ser
Chorar ao findar
Esbravejar para viver.

—Myller Mayer

terça-feira, 1 de novembro de 2016

A Dicotomia do Coração



Crença no infinito, lábios em atrito
Na eterna 'Guernica", conflito, razão e emoção
Chamas da paixão, curvas da redenção
Respirando o sentimento, amando o firmamento
Amante do tempo, namorado do pecado.

Amor pagão, desejo cristão
Sou anjo, sou demônio
 Do promíscuo a santidade.

Encontro no prazer, motivo para viver
Boca nua, o sol e a lua, minha e tua
Pupila a dilatar, você a se aproximar
 Louca química, atraindo e reagindo 
Olhar vulgar, prende, atiça e conquista

Amor pagão, desejo cristão
Sou anjo, sou demônio
 Do promíscuo a santidade.

Quero todos os teus abraços
Quero todos os seus beijos
Quero ser entrelaçado
Pelo seu devaneio.

Amor pagão, desejo cristão
Sou anjo, sou demônio
 Do promíscuo a santidade.

—Myller Mayer





segunda-feira, 2 de maio de 2016

A Cura e o Pecado



Lá no fogo da esperança
Afrodite, nos meus sonhos se lança
Instaura a dúvida, desatina a lembrança
Sublime beleza, os meus olhos dançam. 

Inexplicável desejo, do fruto do beijo
Necessários anseios, para curar meu receio
Esperar por amar, tudo arriscar
Singela emoção, para está no seu coração.

—Myller Mayer

sexta-feira, 25 de março de 2016

Espinho Indomável



Olhar perdido, na escuridão do abismo
 Mendigo, não pede esmola, só afeto
Neste mundo ermo, sentimentos incertos.

Visão das "Curvas de Bézier," imaginações nuas
No corpo de 'Vênus," Botticelli transcende 
Tudo se aglutina, na minha rosa
Moça, tosca
Amada, formosa.

Brincando de expressar
 Verdades ocultas
Ladrilhos da paixão, quanta incompreensão
Quem luta para ter, nunca tem
Emoção vendida, artista.

 Jardim da vida
O sol e o ciúmes
 Insanidade contida 
A lua e as estrelas
 Tudo se finda.

Se és a Colombina
Não sou Arlequim
Quiçá Pierrot

Fantasia, escape da realidade
Poesia, tesão da vaidade
Amor, amigo da futilidade

Animal ardil 
Selvagem, hostil
Ruge, é sutil.

—Myller Mayer

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Tempo Escasso



Encontra-se na multidão, vazio e desolação
Ódio, incompreensão, vivendo em total harmonia
Andas o coração, em busca da companhia
Sangra, sangra, torturante.

Cansado de sair à procura
Quer se encontrar, na mentira amarga do olhar
Na boca do medo escarrar, lacerar  às vísceras da ilusão
Fazendo seu "Concílio de Niceia" intrínseco 
A o perdão, mesuras da ingratidão
Sangra, sangra, torturante.

Fragrância das flores mortas
Cadáveres absortos no ácido da maldade
Vociferas, na súplica incessante de ser ouvido
Abusas da condolência de outrora
Os poetas amargos, corroídos de dor, clemência agora
Sangra, sangra, torturante.

Vida banal, ditador marginal encara o mundo infernal
Só, na cadeira elétrica da vida imperial
Os últimos suspiros, a mente se liberta
A existência findou, sombra ceifou 
Vida, vida, torturante.

—Myller Mayer

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Sam



Nas variantes do tempo, no acaso do momento
Loucuras da vida em rotação
Encontros inesperados, diversão.

Mulher bonita, sinceridade idealista
Seu sorriso conquista, risada desajeitada
Na visão evidente, amada e contente.

Sapiente, subindo o degrau do sonho
Objetivo tão atraente, o sucesso estará presente
Bióloga, o prólogo é o querer
Darwin irá te acompanhar, ensinar, inspirar
Dedicação para vencer, sabedoria para não se perder

Amigo pretendo ser, basta corresponder
A estrela cintilante do amanhã
Grandiosidade de uma Titã

Ande no fio da justiça, aniquile a preguiça
Afaste a cobiça, liberte o pensamento 
Aproveite todos os sentimentos.

Seremos profissionais, ou amadores astrais
Improvisar no palco do mundo, para não desabar
Escrevendo o roteiro da  vida, sem ninguém pressionar.

—Myller Mayer

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Mulher de Abril



És a mulher mais linda
A todos conquista, 
Garota de personalidade,
 amável, 
Exalta bondade. 

Ousadia e adrenalina,
 mente e emoção,
 tudo em ebulição. 
Amiga, idealista, 
cheia de sonhos na vida

Que o seu grito ecoe pelos paredões da sociedade, 
calando a maldade
A menina de ontem se transforma na mulher de hoje, 
Jamais desistir,
 o passado enterrar, 
para poder desfrutar

Nasceu para reluzir, 
aproveitar, 
amar e chorar
Enganos e acertos,
 anseios sem receios

Sutis
De um poeta débil 
Felicidades mil, para a flor juvenil, 
Esses versos gentis

—Myller Mayer

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Tédio Mortal



Atravessando o lago da insignificância
Existência ignóbil, frio torturante do pensamento
Matéria de sonhos, dissipando no amanhecer
Quarto trancado, cobiçando, aprisionando o amar.

 Tchau, vento leva cinzas, querem atinar
Horror, sangue no piso, laço, era meu cadarço
Lâmina, "M" da maldade, restos, destruição
Sorte de estudante, aprisiona o comandante.

Seus amigos, livros, séries, filmes
Monotonia em dia, falência múltipla dos órgãos
 Condolência da  persistência, horizontal, quer coragem sazonal
Bagagem vazia, espera, lágrima cordial
  Sois imortais, passante, pertinente, arrogante, anormal.

No abismo o sol esconde, aberrações dançam
Vômitos sufocam, adrenalina na veia, paredes sujas
Mais um na estatística, incompreendido, sorrindo
Jovem, perdido, sumindo, loucos se esvaindo.

Neblina nos olhos, pirolas, bombas e sono
Bang, grito na sala, pânico, dispara coração
Tic-tac, sua hora acabou, a foice chegou
Swooish, acompanhe-me, pedras e terra sobre mim, tudo e nada, pow
17 desperdícios, brrr booom, céu escuro, queriam ajudar, acabou
Buáá, buáá, se mistura os sons, clap, clap.

Última plateia, imaginação, desolação, caminham sem a criatura
O temor aconteceu, só mais um entre a multidão, gráfico da vida, sem compaixão.

—Myller Mayer

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Do Pretérito Ao Futuro


Variação do sentimento,
 acaba no visualizar do firmamento
Ódio bestial, 
aniquila insignificantes 
com punhal
Iceberg bombeando sangue, 
zero grau, 
só sobrevive o mal
Falo, 
não entendem. 
Calo, 
 julgado. 
Findo, 
não existo.

Pessoas mortas, 
ainda em vida, 
melancolia por simpatia
Escrotidão, 
entregar rosa
 Receber desilusão, 
artimanhas da compaixão
Existência, 
decida e siga, 
mar de consequência 
Não olhe como turista, 
reflexão de artista.

Principal, 
negas ao passado ser natural
Presente, 
romances insurgentes
Amizade, 
futuro em construção
Os pés na convicção,
 sabendo da escuridão.

Ceifou no sabor da realidade, 
desejo trouxe horror
 Afogou, 
o público aplaudiu e gargalhou
Sepultou ilusão, 
algum dia 
 trago flores da dignidade
A "Guerra de Emoções"
 se encerra sem submissões 
Não ouve vencedores, 
lembrança degradada, 
afeição aniquilada.

Inútil declaração,
 tempo desperdiçado
 Verdade dos olhos, 
vida e vaidade,
 fantasmas perseguem
Despedida fatal, 
conseguem, 
reorganização mental
O luau,
 pesadelo de boçal.

Inicia, 
acaba.
 Vida, 
morte. 
Realidade,
 ilusão.
 Loucura, 
paixão.

Abominação
 foi admiração, 
escada, 
existência suicida  
Continua sua caminhada,
 antes e depois, 
diferença na renascença.

—Myller Mayer

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Desarrumada Psicose



Pedras em conversação,
 no meio da caminhada
Seres em redenção, 
cólera correndo nas veias
Nas areias do tempo, 
busca compreensão, 
sapiência.

Perguntas. 
Respostas. 
Réplica. 
Tréplica.

O mundo gira, 
grita,
 não me repita.

Estagnação, 
irrita. 
Adrenalina, 
satisfação.

Humanos sem adjetivos,
 todos jogados no vazio
Insanos, 
labirinto do pânico, 
extintos do sonho.

Silêncio,
 lâmina,
 precipício tênue,
 nascimento no hospício
Existência fictícia,
 vários e nenhum
Olham nos olhos,
 não entendem, 
dizem entender.

Vulcão estelar, 
faça sentido, 
não faço. 

Vida de personagens,
 devaneio, 
miragem
Quem é? 
Hoje Chaplin, 
amanhã não se sabe, 
talvez Gandhi, 
Buda ou Drummond.

Ridículo, 
egoísta, 
orgulhoso, 
cínico, 
sarcástico... 
ser feliz.

Condolência esmurra, 
não trucida,
 alerta. 

Não se perde, 
pensamento
Estou aqui, 
ali, 
já morri,
 ressurgi, 
ave fênix, 
solidão.

Saída de emergência, 
vem e conversa, 
ilude e se vai
Volta outro dia, 
coragem desencontra, 
bate a porta
Espelho, 
sem reflexo. 
Cadê tua face? 
Falta-me.

Não gostam, 
fingem, 
acreditas? 
perceba raridade, 
amizade.

Boiada da ignorância,
 pisoteia,
 te deixa,
 reflita, 
fascista
Isolo na muralha, 
multidão, 
giz do perito, 
chão.

Tiros, 
coração, 
olho do furacão.

Vento, 
solução,
 barco cabe o ego,
 feitos e defeitos.

Visão,
 emoção,
 atitude,
 vontade, 
tormento.

—Myller Mayer

domingo, 1 de novembro de 2015

Mundus Dea



Hoje é o grande momento, viver sem ressentimentos
Na imensidão do sonhar, na busca incessante de realizar
Grande mulher, chata e divertida, nasceu para lutar.

 Manhãs de briga e alegria, sentirei saudades da minha amiga
Silêncio perturbante, nunca mais será dilacerante
Olhos de ametista, desequilibra qualquer artista
Voz angelical, hipnotiza o mortal, tão irreal
Sorriso fatal, agrada ao mais trivial, ultrapassa o casual

Letal, combinação de deusa e realeza
Tanta beleza, desfila com destreza de princesa
Profana? É graciosa, formosa, deslumbrante
Corpo sensual, moldura excepcional
Louca, anormal, afasta o bestial.

O que a vida nos reserva? vamos viver sem pressa
Teu futuro é grandioso, sucesso formoso, conserva
Não esqueças o teu chato, importunava, sem retrato

Continue a caminhada no fio do tempo
Aguente a bordoada, nunca ficará desamparada
Amigos sempre são amigos, não importa a caminhada

18 anos, terá enganos, ilusão e lembranças no coração
Admiração, guerreira em êxito, sensação.


—Myller Mayer

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Suplício Diário



Oceano de enganos, sortilégio de insanos
Face da tragédia, carnificina da comédia
Teatro de estranhos, universo de suburbanos
Sacrífico da cobardia, adolescência tardia.

Sorrisos  petrificados, falsos idolatrados
Veias arrebentadas, ideias acorrentadas
Estilhaços nos olhos, pedaços caindo dos terraços
Não chateias, volta para tua teia e me odeias.

Cruel, aniquila os sentimentos como papel
Saudade não faz parte da minha vaidade
 Romance de cordel, desmorona como a Torre de Babel
Bondade ouça a perversidade, maldade ouça a generosidade.

Render-se ao relés tumulo da ignorância
Atitude errônea da virtude, buscando plenitude
Erga-se, saindo da insignificância para alcançar a importância
Escute e mude, para o sucesso não existe altitude.

—Myller Mayer