O externar da minha
vontade
Lágrimas que escorrem
na sacada
Vista tão bela.
Nas faces gélidas
Não se lembra
O que em outrora
vivera
Dos abraços cálidos
Afetos verdadeiros.
A madrugada lépida
Vagam os pensamentos
Que a ninguém se
mostra.
Egos, cegos
Desfilam
Narcisos.
Anjo negro
de tuas mãos inclementes
venha o suplício
(in)justo,
ao desimportante.
Na mentira de um novo
amanhã
Se perde no mar
Devaneio.
Sol do resplandecer
do dia
Me faz confiar
Que a luz é esperança
contida,
Clemência agora.
Volta, gira e volta
Não és teu lugar
Indiferente.
Não sejas o terror de
Poe
a arma de Hemingway
Nem a solidão de
Belchior.
Retorna para suas
montanhas
Respire as flores
Que pulsam
Nos Campos Elísios.
Desperta, desperta !
—Myller Mayer