Ao
mal que me exaure
como
úlcera
O
meu vazio
Urra
Amor,
o temor
Dedicado
a fiel companheira
solidão
Nascida
de todos
que
passaram
Sem
deixar vestígios
Afeto
Não
suportaram
E
de errado que sou
Confundi
Quem
de amizade era
Os
olhos, a paixão
Medíocre
O
abismo
escarra
Pensastes
mesmo?
De
tolo fez-se o homem
Ingênuo?!
Os
lábios que afagam
Te
dilaceram
Os
abraços que acolhem
Te
estrangulam
As
palavras são efêmeras
O
sentir
Ignóbil
Ah...
a vida
Amontoado
de acasos
Irrisórios
Sem
brio
Aceito-me
Frankenstein
desmembrado,
Remendado,
restos
mortais
Do
eu
Aceito-me
plangente,
Inapto.
Ascético
fadado
aos anos
Que
a terra
sufoque
e
os vermes necrófagos
devorem
em
póstuma
reguem
a
semente
que
não germinou.
—Myller Mayer
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