O teu muito
É pouco
O tempo
alegria
Um sopro
Abraço
frouxo
Suas lágrimas
em minhas vestes
descartável
Fervor
Bradando
Para ficar em paz
Escondo a aflição
te escuto
Me doo
Um curativo
na sua ferida
irrisório
a pretensão
Não mergulho
no raso
que
me deixastes
Na guerra
me abonastes
afinal
o teu discurso
não condiz
falas não são fatos!
Mereço mais
Que
Um verso torto
Uma palavra torta
Um poema morto
A tua recíproca
É uma sala vazia
De empatia
Que acaba
De se enforcar
Agora
calo-me
Não me arrependo
Vou-me embora...
—Myller Mayer
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