Equilibrai-vos!
De bêbado se fez sóbrio
No sopro
Prantos regam suas flores
Poda às asas da esperança
Agonizante buscar
Indagai-vos!
Cretinos
Abismo onde tu escarnas
Covarde
O cavalo ensanguentado
covarde
Meu grito brando
Engasgado
Pegue a fumaça
Ela é tua,
Paranoico
Em queda livre
Amai, ausência
O pai
Só mais uma noite
Eu imploro
Profanas os velhos
Em dor
Naufraga-me!
Agonia
Em esperas e planos
Infindáveis
Sem medo
Acaba
Suspense, nem drama
Retira
Terminou
Não peço demissão
Pedro Nava
Que me desculpe
Poeira de estrelas
É o que sou.
—Myller Mayer